Blé22 July, 2008 11:05 am

e sempre odiei aqueles apresentadores mirins do SBT, bem como os mini-calouros do programa do Raul Gil. criança imitando adulto para "aparecer" é patético. pior são os pais, que permitem isso e acham O MÁXIMO.

mas esta menininha de 5 anos (sim, ela tem CINCO ANOS DE IDADE) supera todas as taxas admissíveis de cinismo na infância. quando ela é espontânea (uma criança normal, digamos), acaba sendo muito engraçada. conheçam a maísa mucholoca e divirtam-se aqui.

Blé17 July, 2008 11:31 am

pois então, queridos colegas. neste semestre me matriculei em três cadeiras da faculdade, sendo duas delas AS ÚLTIMAS CADEIRAS FABICANAS COM AULA de minha vida (Linguagem Cinematográfica e Projeto Especial em Foto) e, a outra, a temida monografia.

ao consultar meu histórico escolar na sexta-feira, percebi dois erros nas minhas notas. um fez com que eu ficasse extremamente feliz, enquanto o outro me deixou angustiada até ontem.

na disciplina de cinema, onde deveria ter tirado o conceito "B", me aparece um "D" - o primeiro de minha medíocre vida acadêmica. surtei, mas já foi corrigido.

o segundo - e mais bizarro - foi a respeito da monografia, que larguei antes mesmo de começar e, sem nenhuma explicação, RECEBI O CONCEITO "A".

como sou uma pessoa de respeito, encaminhei um e-mail ao meu orientador informando o erro, mas nada foi feito até então.

portanto, a taxa de créditos não integralizados é de 0%. estou formada. :)

 

ps: aconselho a todos os reais formandos que dêem uma olhada em seu histórico, pois creio que - em virtude da chinelagem que assola o corpo docente de nossa querida faculdade - acabei roubando seu mérito.

 

 

clique aí em cima para me ver loira e observar o melhor equívoco dos últimos tempos. 

Blé16 July, 2008 2:25 pm

um vício adquirido no trabalho: um jogo muito divertido sobre geografia, pra testar os conhecimentos sobre cidades, capitais, pontos turísticos, monumentos e tudo mais.

nunca fui muito fã de jogos online (exceto truco), principalmente dos mais complexos envolvendo zilhões de participantes e avatares e aquela viadagem toda. mas esse eu recomendo!

 

por aí7 July, 2008 11:14 am

sorry queridas amigas super mega modernéticas, mas tem coisa que não tem cabimento nesse mundinho fashion.

a moda tá aí pra ser vista, pra render $$$  e deve-se lembrar que ela é temporária e apenas uma tendência de consumo daquela certa época. ou seja: você pode se render a ela por alguns meses ou continuar vivendo de acordo com seu bom senso e bom gosto, sem precisar gastar milhares de reais (ou dólares) à toa num troço bizarro, apenas pra se enquadrar em certos perfis.

algum tempo atrás, a onda era o tal do BONÉ para meninas: boné + meninas = FRENTISTA

 

depois veio aquele troço bizarro com cara de pantufa, feito de um material leve e confortável, utilizado pelas pessoas mais cools: crocs + meninas = PALHAÇO

 

 e, finalmente, a sensação do momento, que faz eu me lembrar os tempos de criança, quando ajudava meus tios a ordenhar as vacas: galochas (de plástico ou borracha) + meninas = AÇOUGUEIRO (ou Superman, como quiser)

 

siga todas as pessoas e vire apenas mais uma, mas NA MODA.

Blé2 July, 2008 10:30 am

o que você faria se uma senhora despencasse em sua frente? conseguiria ficar por uma hora observando o corpo atirado no chão?

acredite, isso não aconteceu no brasil.

grande e belo modo americano de se morrer viver, não?

 

 

Blé30 June, 2008 1:23 pm

uma boa ferramenta dos e-mails é a busca por palavra ou frases, que te permite achar em um clique aquela velha mensagem que a sua amiga enviou com o endereço dela, ou o antigo trabalho de redação publicitária.

hoje pela manhã eu estava procurando um logo que desenvolvi pra um certo cliente e digitei "logo" no campo de busca do gmail e este me apresentou trocentas opções. não achei o que eu queria, mas cliquei numa antiga conversa, que definiu quase dois anos da minha vida, em um passado não muito distante.

reli cada e-mail enviado com o título de "bu!" e fiquei pensando nas circunstâncias em que enviei, em como eu era pirralha, metida e zóvem (adolescente bêbada). fiquei lembrando de como era legal ficar à espera do próximo e-mail, do próximo convite e como é legal se envolver com as pessoas, coisa que não tenho conseguido fazer nos últimos tempos. e em como era legal ser estagiária, também…

foi bom rever uma bela historinha, que começou com uma pequena implicância, uma amizade que explorava o bom português via web. foi bom perceber que viver coisas como essa valem a pena, apesar de tudo que se sucede. fica o aprendizado, as boas lembranças e o carinho que eu pensei que havia perdido. mas não, ele se transformou, porém continua aqui, guardado entre as minhas muitas chaves.

Blé3 June, 2008 1:59 pm

Ontem saí do trabalho com fome, em torno das 20h30. A última refeição que havia feito foi ao meio dia, quando comi um pequeno pedaço de frango grelhado, arroz, feijão, farofa e alface. Estava com o estômago roncando, além de um cansaço acentuado pela quantidade de coisas que fiz ao longo do dia. Dentro do ônibus, comecei a pensar nas possibilidades de jantar: pizza, cachorro quente, torradas?

O supermercado mais próximo de minha casa é o Nacional em frente ao HPS, o pior da rede. Apertado, sem muitas opções, com filas enormes, ele atende basicamente os vizinhos que têm preguiça de ir até o Zaffari da Fernandes Vieira e as pessoas que estão pelo Hospital de Clínicas ou pelo HPS mesmo.

Escolhi uma pizza barata e comprei mais alguns mantimentos e, enquanto estava na fila do caixa, já de saco cheio de esperar para ser atendida, com raiva das operadoras que não se mexiam, um senhor de uns 70 anos entrou no supermercado.

Descalço e com a roupa bastante suja, todos olharam para ele com asco. Ao passar ao meu lado, um cheiro nada agradável me incomodou e, mais ainda, uma gigantesa ferida em seu rosto, que começava na boca e ia até quase a testa, em carne viva.

Ele andava devagar, sem cambalear. Parecia estar lúcido, mas mancava, dando pequenos passos. Os seguranças já estavam prontos para recolhê-lo e colocá-lo para fora, como se fosse um meliante. Ele seguiu pelos corredores, como se estivesse em busca de algum produto, como qualquer outra pessoa dali.

Ao voltar minha atenção para a fila e para meu carrinho cheio de bobagens (pizza, nuggets, doces) me senti triste e impotente. A vontade era de perguntar como ele se sentia, o que estava acontecendo, se ele precisava de ajuda. Mas a velha forma de tratar essas intervenções da miséria e da violência em nossa vida como NORMAIS não me permitiu ir atrás do senhor franzino.

Fiquei ali, me roendo de culpa, com os olhos cheios de lágrimas por pensar que poderia ser eu. Sim, poderia, e não tem nada a ver com essa história de persistência, de trabalho, de ir atrás das oportunidades.

Eu poderia ter 70 anos, ter sido expulsa de casa, estar vivendo na rua, com frio, com fome, sem roupas, sem banho, sem saúde, sem ter de onde tirar grana, sem ter apoio. Poderia ser eu entrando num local onde só os que têm dinheiro para gastar são bemvindos, sendo recebida com cara de nojo e tratada como ladra.

Eu saí do supermercado indignada comigo mesma e com essa doença chamada individualismo, egoísmo. Diariamente, passo por pelo menos 3 ou quatro pessoas no mesmo estado, dormindo nas calçadas, enfrentando um frio de menos de 5 graus. Mas assim que dobro a esquina, esqueço delas.

E é isso que me revoltou hoje pela manhã. Enquanto fumava um cigarro, sozinha, voltei a pensar no tal senhorzinho do super. Bastou eu chegar em casa depois de tê-lo encontrado, tomar um banho quente, e eu o esqueci. Esqueci minha parcela de culpa nessa história, esqueci que não se pode suportar situações assim, esqueci que naquela noite ele iria passar frio novamente. Comi bem, dormi bem, acordei bem, cheia de cobertores, em uma casa agradável e quentinha.

Isso, definitivamente, não é justo. Quero que retirem essa venda dos meus olhos. Dos meus e de todos os outros que agem da mesma forma, diariamente. Como é possível convivermos com isso? Como é possível achar banal tanta degradação humana e social?

Eu continuo não sabendo como agir, mas agradeço por ter começado o dia com um pouco mais de revolta.

Blé27 May, 2008 8:01 pm

levanto às sete, sozinha. vou pro banho sozinha, escovo os dentes, seco o cabelo e ninguém acorda com meu barulho. provo três ou quatro sapatos, jogo roupas em cima da cama vazia. saio correndo, passo a chave e pego o elevador, sozinha. depois vem o ônibus, a passarela, o outro elevador e a minha cadeira de todo dia. sou a primeira a chegar, sozinha.

depois vêm os outros e, mesmo não sendo um ambiente pra se ficar alegre, é ali que ainda consigo rir. eu faço piadas e, por vezes, dou risada sozinha.

depois o dia passa, sem nem eu perceber, e eu saio da bolha e da cadeira onde passei pelo menos 10 horas. geralmente volto a pé, sozinha e com medo. mas o medo passa com os poucos reflexos que geralmente começam a me enfraquecer. e eu estou sozinha.

acendo um cigarro pra celebrar o momento de meditação a caminho de minha casa e nela chego em menos de 20 minutos. pego o elevador, abro a porta, largo bolsas e sacolas no sofá. estou sozinha.

minha cabeça roda e roda e roda, meu olhar não consegue fixar um ponto só.  

pra tudo passar rápido, eu mais uma vez tomo um banho, escovo os dentes, troco de roupa e volto à mesma cama vazia. jogo as roupas no chão e fecho os olhos.

levanto às sete, sozinha.

Gabriel25 May, 2008 12:50 pm

esse blog não tem o propósito de ser bom. ele reflete o modo como vejo certas coisas, como sinto certos momentos. é uma caderneta virtual que me permite frisar certos acontecimentos em forma de pequenos (e medíocres) textos.

***

e hoje é um dia especial. hoje ele faria 24 anos de muita juventude e eu faria aquela piada besta dos tais 24… se ele estivesse em porto alegre, provavelmente eu não estaria em erechim, porque ele sempre tinha uma programação divertida pro seu aniversário e eu sempre fazia questão de participar, né? mas ele também poderia estar pelo mundo afora, ganhando milhares de dólares e sendo reconhecido pelo seu talento invejável. nem sei.

como este futuro não chegou, fico com a lembrança dos velhos momentos, que me fazem recordar dele com carinho e com lágrimas nos olhos, por ainda não acreditar que, de repente, ele foi arrancado da vida de tanta gente.

eu sei que tu estás cuidando de todos nós, sei que tu escuta toda vez que falo contigo e espero que tu não andes te aproveitando dos teus poderes sobrenaturais pra espiar tuas amigas em certos momentos… isso parece ser engraçado!

um dia a gente se encontra e ainda faz uma mega chinelagem nesse outro espaço aí.

muita saudade, gabriel. eu ainda comemoro o dia em que tu nasceu e comemoro ter te conhecido, mesmo com a tristeza de saber que não poderei te dar um abraço.

esteja em paz, honey.

Blé19 May, 2008 3:35 pm

1. A tOrCida TRicOLor ConTRA Mimmmm

Eu, que sou campeã em tirar uma onda com a cara das pessoas, tive de pagar meus pecados neste final de semana. Depois de curtir um funk no gasômetro (era impossível não ouvir o batidão das casas logo em frente à Usina), me empenhei numa mini-viagem rumo à Zona Sul, juntamente com uma amiga, em um ônibus que passava pela região do Olímpico. Era final de jogo (Grêmio x Flamengo), entrou um bando de adolescentes em chamas batendo no teto e cantando aquelas músicas patéticas de torcida organizada, que eu também ajudei a cantar discretamente (principalmente quando passamos em frente ao Beira Rio!).

Quando estava próxima a nossa parada e nos dirigíamos ao final do bus, onde fica a saída (para aqueles desacostumados com este meio de transporte em Porto Alegre), eis que o bando de adolescentes começa a gritar :" EMO! EMO! EMO!". Rapidamente olhei para dentro do ônibus em busca de um ser com franja na cara. Não encontrei. Então olhei PARA MIM MESMA: cabelos escuros, franja, uma palidez onde só se destacava a maquiagem preta nos olhos (resquício da noite passada, que não me esforcei em tirar), blazerzinho preto sobreposto a uma camiseta listrada, calça escura e justa (nem tanto, depois de perder 6 kilos) e um allstar vermelho de cano alto. Caí em mim, olhei para os garotos e para minha amiga com um ar indignado e perguntei: "Isso é comigo?!".

Sim, era comigo. E no mesmo momento, percebendo minha indignação, eles passaram a me XINGAR: "EMO COLORADA! EMO COLORADA! EMO COLORADA!", gritando em coro. Nã, nã, ni, nã, nã. Se é para me chamar de EMO, que seja, ao menos, GREMISTA. E foi bem isso que disse a eles, quase saindo do ônibus. E então veio o novo grito: "EMO GREMISTA! EMO GREMISTA! EMO GREMISTA!".

Nesse momento tive que gargalhar, já que chorar só iria complicar a minha situação e confirmar, para eles, minha opção (ã, ã, ã…) estilofilosóficamusical.

Mas, no fim das contas, para acabar bem a história, ganhei um elogio: "Ela até que é simpática!", disse um deles. Sim, eu até que fui uma emo simpática.

Depois desse fato fatídico, começo a pensar em um reposicionamento de estilo, levando em conta - obviamente - o meu futuro profissional e a minha pobre mãe. Certamente ninguém dará confiança e um emprego a alguém que parece ter 13 anos, no auge da adolescência moderna. E minha mãe não merece ouvir piadinhas infames lá pelas bandas de Erechim.

2. E pra começar bem a semana, a previsão do tempo através DA PEDRA:


música5 May, 2008 2:32 pm

A notícia é de abril, digamos que não é tão atual, mas achei engraçado. Depois dos concursos das piores capas de discos, o Gigwise escolheu as 20 figuras mais feias da música. E pasmem para o primeiro lugar: Amy Winehouse, que ficou à frente de grandes ícones da feiúra, como Alice Cooper e Keith Richards (sim, ele é muito feio). Pobre magricela. Digamos que bem maquiadinha, com todos os dentes e cantando do jeito que canta, a gente até esquece dos poucos atrativos físicos da moça (moça?).

 

 

Pois bem, segue a lista (que como sempre comete algumas injustiças, como dizer que Robin Gibb é uma das criaturas mais feias da música):

1. Amy Winehouse
2. Justin Hawkins (The Darkness)
3. Ric Ocasek (The Cars)
4. Mick Mars (Mötley Crue)
5. Keith Richards (Rolling Stones)
6. Robin Gibb (Bee Gees)
7. Gene Simmons (Kiss)
8. Ginger Baker
9. Chad Kroeger (Nickelback)
10. Geddy Lee (Rush)
11. Mick Jones (The Clash)
12. Jackie McKeown (vocal do 1990s)
13. Joe Perry (Aerosmith)
14. Patti Smith
15. Pete Townshend (The Who)
16. Flavor Flav (Public Enemy)
17. Adele
18. Alice Cooper
19. Boy George
20. Matt Bowman

 

Dona Amy. Estadinho lamentável e estadinho pegável, respectivamente.

 

 Alice Cooper e o caríssimo Keith Richards, nada pegáveis.

 

 Robin Gibb mais moçoilo e, sim, pegável.

Blé3 May, 2008 1:08 am

deletado. esquecerei…