humpf.

28 January, 2008

Newton não sabe de nada

Lex III: Actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem: sine corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes contrarias dirigi.

"A toda ação há sempre oposta uma reação igual, ou, as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas a partes opostas."

Minha física é diferente.

Lei de Newton às avessas:

ele me bloqueia, eu não bloqueio. ele me trata mal, me faz pular de raiva, me faz tremer de nervosa, faz me sentir a última pessoa do universo, me deixa de fora, e eu continuo dizendo sim. ele acaba com minha saúde, atropela minha paz mental, me desorganiza. e eu me vicio ainda mais. ele mascara, engana, mente, esquece, machuca. e me leva, mesmo assim.

ele continua o mesmo, as mesmas manias, as mesmas músicas, os mesmos hábitos, provavelmente. e quanto a mim, me faz esquecer meus passos, os conselhos, os limites, as normas, posturas e valores.

ele empurra, eu tento, mas não me afasto. ele não chama, mas eu vou.

e é assim. toda ação causa uma reação burra nesta minha pobre vida de paixonites.

23 January, 2008

heath ledger…

enquanto falávamos dele na mesa de bar, conversando sobre a bela atuação do rapaz em todos os filmes que fez até hoje, sobre a ansiedade em vê-lo como o Coringa, provavelmente ele já estivesse no IML novaiorquino. coincidência bizarra.

pois é. se foi um dos mais lindos e talentosos astros, que conseguia me fazer sentir tesão até interpretando Ennis Del Mar, em O Segredo de Brokeback Mountain.

 

18 January, 2008

fim de semana…

"Podem me chamar
E me pedir e me rogar
E podem mesmo falar mal
Ficar de mal que não faz mal
Podem preparar
Milhões de festas ao luar
Que eu não vou ir
Melhor nem pedir
Eu não vou ir, não quero ir
E também podem me obrigar
Até sorrir, até chorar
e podem mesmo imaginar
O que melhor lhes parecer
Podem espalhar
Que eu estou cansado de viver
E que é uma pena
Para quem me conheceu
Eu sou mais você
E… eu"

Vinicius de Moraes - Você e Eu

15 January, 2008

eu sou soltinha

eu brigo quando tenho vontade, falo quando tenho vontade, corro atrás quando tenho vontade, me entrego quando tenho vontade. mas vontade passa. só permanece quando tenho certeza do bem ou do prazer que aquilo que tive vontade de fazer, e fiz, é 100%. e pra chegar até os 100% sempre tem uma longa caminhada, de conhecimento, reconhecimento, testes e resposas corretas.

não tenho tido boas respostas, tampouco corretas.

certeza nenhuma, portanto.

permanece nada e, novamente, me vejo sem vícios saudáveis, sem paixões, sem amores, sem sonhos.

ainda falta muito, mas muito. não fuja, mas acredite. 

12 January, 2008

deveras errado.

deixa eu brincar. dança comigo, corpo grudado no meu, mãos juntas. deixa eu sentir o cheiro do teu pescoço, do teu rosto, do teu corpo. deixa eu acariciar teu pouco cabelo, abraçar teu corpo pequeno. deixa eu querer. deixa eu tentar fazer piada, contar causos e rir contigo. deixa eu beijar tua orelha, tua testa, tua boca. deixa eu conhecer tua tristeza, teu cansaço, tuas mágoas e tua euforia. deixa eu pensar que sou diferente. deixa eu te dar um susto, enlaçar meus braços por trás de ti, recostar a cabeça sobre tuas costas e ouvir teu coração inquieto. deixa eu amar.

deixa eu. 

3 January, 2008

saldo

O ano novo em Porto Alegre me trouxe boas experiências, alegrias, companhias e comilanças. E a calcinha vermelha rendeu que só vendo.

Mas o saldo mais positivo (isto é redundante?) deste feriado prolongado foi em relação aos filmes que assisti. Na verdade, dos quatro ou cinco que vi (X-Men na Globo não conta!), dois eram supremos, um meia-boca e outro uma merda completa. Pesando tudo, ainda saí no lucro.

OS MELHORES:

O primeiro, o espanhol Lucía y el Sexo, que apesar do nome nada convidativo para ver com as amigas, foi uma bela achada. É envolvente, emocionante. Atores muito atraentes, cenário paradisíaco e histórias fantásticas, onde o sexo é um elo entre os personagens, totalmente diferente do que a capa do DVD sugere.

O segundo, Across de Universe. Lindo, lindo, lindo. Tenho sérios preconceitos com musicais e quase deixei de assistir o filme por causa da sinopse. Mas valeu a pena sofrer no calor escaldante pra chegar à Casa de Cultura e passar bons 132 minutos vendo a cara bonita do moçoilo Jim Sturgess e cantando Beatles.

     

O RUIM:

A Christina Ricci tá gostosona, mas o Justin Timberlake não me convence de modo algum. Péssimo enredo, péssimo fim. Odiei. Não merece mais palavras que isto!

O MERDA:

Eu ainda achei que pudessem fazer um filme sobre temperos e o romantismo dos aromas, gostos e especiarias melhor do que o grego / turco Tempero da Vida. Impossível. Inclusive, tem uma cópia MUITO MAL FEITA, que mistura os piores clichês hollywoodianos com a tosquice bollywoodiana. Ho-rro-ro-so. Podem me xingar, já dava pra ver pela capa que era uma BELA BOSTA!






















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