1. A tOrCida TRicOLor ConTRA Mimmmm
Eu, que sou campeã em tirar uma onda com a cara das pessoas, tive de pagar meus pecados neste final de semana. Depois de curtir um funk no gasômetro (era impossível não ouvir o batidão das casas logo em frente à Usina), me empenhei numa mini-viagem rumo à Zona Sul, juntamente com uma amiga, em um ônibus que passava pela região do Olímpico. Era final de jogo (Grêmio x Flamengo), entrou um bando de adolescentes em chamas batendo no teto e cantando aquelas músicas patéticas de torcida organizada, que eu também ajudei a cantar discretamente (principalmente quando passamos em frente ao Beira Rio!).
Quando estava próxima a nossa parada e nos dirigíamos ao final do bus, onde fica a saída (para aqueles desacostumados com este meio de transporte em Porto Alegre), eis que o bando de adolescentes começa a gritar :" EMO! EMO! EMO!". Rapidamente olhei para dentro do ônibus em busca de um ser com franja na cara. Não encontrei. Então olhei PARA MIM MESMA: cabelos escuros, franja, uma palidez onde só se destacava a maquiagem preta nos olhos (resquício da noite passada, que não me esforcei em tirar), blazerzinho preto sobreposto a uma camiseta listrada, calça escura e justa (nem tanto, depois de perder 6 kilos) e um allstar vermelho de cano alto. Caí em mim, olhei para os garotos e para minha amiga com um ar indignado e perguntei: "Isso é comigo?!".
Sim, era comigo. E no mesmo momento, percebendo minha indignação, eles passaram a me XINGAR: "EMO COLORADA! EMO COLORADA! EMO COLORADA!", gritando em coro. Nã, nã, ni, nã, nã. Se é para me chamar de EMO, que seja, ao menos, GREMISTA. E foi bem isso que disse a eles, quase saindo do ônibus. E então veio o novo grito: "EMO GREMISTA! EMO GREMISTA! EMO GREMISTA!".
Nesse momento tive que gargalhar, já que chorar só iria complicar a minha situação e confirmar, para eles, minha opção (ã, ã, ã…) estilofilosóficamusical.
Mas, no fim das contas, para acabar bem a história, ganhei um elogio: "Ela até que é simpática!", disse um deles. Sim, eu até que fui uma emo simpática.
Depois desse fato fatídico, começo a pensar em um reposicionamento de estilo, levando em conta - obviamente - o meu futuro profissional e a minha pobre mãe. Certamente ninguém dará confiança e um emprego a alguém que parece ter 13 anos, no auge da adolescência moderna. E minha mãe não merece ouvir piadinhas infames lá pelas bandas de Erechim.
2. E pra começar bem a semana, a previsão do tempo através DA PEDRA:
