tudo bem que vivemos em um tempo onde a sustentabilidade e ações em prol da preservação do meio ambiente fazem a diferença na comunicação das empresas (não sei quem estas corporações tentam enganar, mas façamos de conta que tais atividades mudem alguma coisa no mundo). é a aracruz plantando eucaliptos e dizendo que faz reflorestamento, a Ypê plantando árvores cada vez que você compra um produto de limpeza deles, a Petrobras se preocupando com a mata atlântica, o Bradesco virando "Banco do Planeta".
sim, melhor que estejam fazendo uma mísera reparação no tanto que degradaram do que piorem o que já está em putrefação. mas escancarar isso de maneira forçada e fantasiosa em suas campanhas publicitárias é TOTALMENTE RIDÍCULO. consumidor não é burro e sabe quando estão chamando-o de IDIOTA.
e tem agência e cliente "se puxando" nessa história de tentar ser legal e "verde" aos olhos do consumidor.
a goldsztein vem anunciando há algum tempo na TV um novo empreendimento em canoas, um tal de condomínio "Villa Mimosa Vita Insolaratta". comecemos pelo nome (metido a italiano), que faz menção ao sol, à natureza, à vida bela, ao aconchego, além de exagerar nas letras duplicadas pra parecer chique (grande sacada das incorporadoras).
porém, o melhor é o seguinte: o condomínio está sendo erguido em um grande terreno e a construtora resolveu deixar algumas árvores ao lado, pra já poupar o paisagista. a propaganda, então, explora esse resto de mato de maneira extremamente tosca. não vou me recordar com exatidão do texto, mas é algo como:
"Você compra um apartamento no Villa Mimosa e sua família ganha uma árvore nativa no quintal".
no momento em que vi este VT, que no início era mais uma propaganda igual às tantas outras de lançamentos imobiliários (imagem e cor granuladas, ilustrações de pessoas felizes, a imensa área de lazer e bla bla bla), olhei para minha colega de apartamento com uma cara de "você viu e ouviu isso?". sim, tínhamos acabado de ser atingidas por uma BOMBA PUBLICITÁRIA, UM GRANDE COCOZÃO CRIATIVO, uma bobagem sem precedentes na história da "preocupação ambiental corporativa".
pena não estar no youtube.