humpf.

26 November, 2008

voando…


collapse, do sparta.

meu neném

desde que ele chegou, eu sou um pouquinho mais feliz :)

 
dá a pata! 

gremistas! 

taí o novo gremista da casa, com 2 meses e alguns dias. sim, ele tá gigante e lindo e fofo. pra quem não consegue visualizar, é a bolota preta entre eu e clarissa b.

25 November, 2008

de maracujá

Fungando, desligou o telefone, dizendo que não era nada além de gripe. Na verdade, a vontade era de chorar, mas as lágrimas não desciam, o soluço ficou trancado na garganta. Talvez porque não era pra se chorar, mesmo. Já deveria ter se acostumado com o amadorismo juvenil de algumas pessoas, não? Já deveria ter se acostumado com as trocas e escolhas dos outros.

Saiu da posição fetal que estava na cama, lavou a cara, botou meias e o tênis do final de semana e desceu. "Suco de maracujá", pensou. Só um suco de maracujá e uma volta pela cidade  para acalmar os nervos naquela hora, pra fazer a coisa ruim passar e voltar a si. Ela sempre gostou de sair por aí, andando e andando, sem rumo. Pensando nos carros, no que as pessoas da parada de ônibus estavam conversando ou no que teria dentro da sacola que estava no meio da rua.

Seguiu até a lancheria, esperou pelo garçom. Pastel de carne e suco de maracujá. Reparou as unhas vermelhas, a mesa vazia e a quantidade de homens ao seu redor e, por alguns instantes, achou que podiam confundí-la com meninas menos nobres.

Devorou o pastel e até pensou em pedir mais um, mas acalmou-se. Não era necessário descontar a raiva em pastéis, melhor no suco de maracujá. Tomou até o último gole, mastigou as sementinhas já trituradas. Um arrepio causado pelo gostinho ácido, azedo e ao mesmo tempo gostoso, incomparável. Pagou e saiu.

Um vento na cara, característico dos tempos de primavera. Estava mal agasalhada, fechou o casaco jeans, enfiou as mãos nos bolsos na tentativa de aquecê-las. Mas as orelhas continuavam geladas e orelhas geladas não é uma boa sensação. Começou a mexer na orelha, como sempre. Mexeu, mexeu e, quando viu, já estava na sinaleira e, por pouco, não fora atropelada.

Atravessou a rua e sentiu alguém próximo, ao lado. Olhou e vium um barbudo de bicicleta a lhe seguir. Reconheceu naquele momento e sorriu. Ele sorriu também e cumprimentaram-se superficialmente. Ela lhe contou sobre o suco de maracujá e ele falou sobre o perfume dela, o de sempre, que ele estava sentindo desde a última quadra, motivo pelo qual resolveu seguí-la.

 
Ele a deixou na porta de casa, educadamente, então um beijo e um adeus cabisbaixo, com a mesma cara de "talvez", fisionomia corriqueira há alguns bons anos.

24 November, 2008

melhor que gostar de alguém por admiração ao seu trabalho, …

… é aprender a gostar de alguém antes mesmo de enteder o que ele faz e passar a admirá-lo sem muita razão.

É compreender que o beijo bom pode ser único, que ele pode ter três anos a menos, 19 a mais, não importa. O importante é gostar, é se sentir bem, é saber que pode contar, é entender o carinho como de um ser humano pra outro, não de um dentista para uma advogada ou qualquer coisa parecida.

****

Enquanto existem Marias-gasolina, Marias-chuteira, Marias-palheta, Marias-baqueta, eu prefiro ser a Maria-vai-ser-feliz-com-quem-te-gosta. Obviamente, sempre dando maiores chances aos moços com um nível de português - no mínimo - intermediário.

rá-rá.

 

21 November, 2008

lo peor del día

Tanguera profí no Laika.

Andrezito: O Favorito. 

18 November, 2008

pior que se quebrar, é ter que explicar como foi

Para aqueles que já se quebraram e sabem que ficar dando explicação de como ocorreu o acidente é algo cansativo e chato, apresento-lhes as tipóias explicativas - melhor invenção inútil dos últimos tempos.

 

 

 

Na verdade, acho que isso será ótimo para os casos onde a fratura ou luxação for causada por algum motivo extremamente idiota, do tipo: "tava na garupa do meu primo, bêbado, quando rolamos barranco abaixo". Você pode se safar dessa explicação usando uma tipóia com uma explicação muito mais máscula, do tipo "tava fazendo rapel e o freio soltou", sem precisar gaguejar ou deixar qualquer dúvida no ar.

Curti. :)

 

17 November, 2008

NO lugar errado

o "no" está no lugar errado ou é pra ser desse jeito tosco aí mesmo: "no do-it-yourself"? interpretações completamente diferentes, que me fizeram rir neste sábado-bêbado-de-feira-do-livro-com-o-menino-adorno.

 

11 November, 2008

é.

"A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar. Voa tão leve, mas tem a vida breve, precisa que haja vento sem parar. A felicidade do pobre parece a grande ilusão do carnaval: a gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho, pra fazer a fantasia de rei, ou de pirata, ou jardineira, e tudo se acabar na quarta-feira. Tristeza não tem fim, felicidade sim…"

3 November, 2008

entre borrachas e apontadores…

De tão saudosa, tive que escutar Trem da Alegria e lembrar das minhas façanhas infantis, que incluem fazer campinho de futebol, descer a lomba com o carrinho de rolimã, jogar bolinha de gude, subir nas árvores, construir casinhas de madeira, brincar de esconde-esconde e me atirar na sacada de casa, espalhando pelo chão um pouco de água e sabão pra deslizar bem. Lembrei dos tombos desastrosos e das tantas vezes que minha mãe pedia pra eu vestir a parte de cima da roupa, porque eu andava por aí só de calcinha, mostrando os faróizinhos que eu sequer sabia pra que serviam.

Lembrei das roupas da barbie que eu mesma produzia e da personagem que eu encarava em qualquer brincadeira com bonecas: a da pobretona que morava na rua, coberta por um pedaço de papelão e um cachorro (inspirada na Punky). Não sei por quê, mas sempre queria ser a renegada… Talvez porque eu me emocionasse mais brincando assim, tanto que chegava a chorar de verdade, tocada pela história da minha pobre barbie morta de fome.

Lembrei das festas juninas, da fogueira, das bergamotas e da grama fresquinha. Da sapata feita com o resto de gesso do vizinho, do comércio de folhas e galhos que eu mesma fazia e chamava de livraria: as folhas eram os livros, os galhos eram os lápis, e tudo era vendido a preços módicos. Lembrei dos cachorros pulguentos, do elástico e do elefantinho colorido, em que eu era bastante rápida. Lembrei da comida feita de barro e ovo, que na minha cabeça virava um delicioso bolo de chocolate.

Lembrei da bici descendo a milhão, do skate de caveira verde - que me tornava uma pessoa má, quase uma vilã - o que era muito divertido. Lembrei do detetive, do pife, da roleta, do jogo da vida, do banco imobiliário e do quebra-cabeça gigante. Lembrei da casa da Mônica, onde eu fabricava colares de missanga e fazia escambo com doces ou peças de roupa antigas. Lembrei do chefe manda, onde exercia desde pequena minha fama de líder.

Lembrei do enterro que fiz pro passarinho que havia sido amassado na rua, das orações que fazia por ele todos os dias, ao pé do montinho de terra e da pequena cruz feita com fósforos. Lembrei do verde, do azul, da água limpinha e dos banhos de chuva no verão. Me recordei da piscina de mil litros, das guerras com mangueira e do Tio Agenor, dono da vendinha onde todos os anos eu comprava o presente de dia das mães, que certa vez foi um singelo papel de carta, e noutra, uma pulseira chique de bolinhas.

De tão saudosa, ouvi Trem da Alegria e me lembrei de muito, de tudo que a minha memória seletiva ainda considera importante.

 

"Cola o teu desenho no meu
Pra vê se cola" …

 

 






















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