humpf.

23 January, 2008

heath ledger…

enquanto falávamos dele na mesa de bar, conversando sobre a bela atuação do rapaz em todos os filmes que fez até hoje, sobre a ansiedade em vê-lo como o Coringa, provavelmente ele já estivesse no IML novaiorquino. coincidência bizarra.

pois é. se foi um dos mais lindos e talentosos astros, que conseguia me fazer sentir tesão até interpretando Ennis Del Mar, em O Segredo de Brokeback Mountain.

 

3 January, 2008

saldo

O ano novo em Porto Alegre me trouxe boas experiências, alegrias, companhias e comilanças. E a calcinha vermelha rendeu que só vendo.

Mas o saldo mais positivo (isto é redundante?) deste feriado prolongado foi em relação aos filmes que assisti. Na verdade, dos quatro ou cinco que vi (X-Men na Globo não conta!), dois eram supremos, um meia-boca e outro uma merda completa. Pesando tudo, ainda saí no lucro.

OS MELHORES:

O primeiro, o espanhol Lucía y el Sexo, que apesar do nome nada convidativo para ver com as amigas, foi uma bela achada. É envolvente, emocionante. Atores muito atraentes, cenário paradisíaco e histórias fantásticas, onde o sexo é um elo entre os personagens, totalmente diferente do que a capa do DVD sugere.

O segundo, Across de Universe. Lindo, lindo, lindo. Tenho sérios preconceitos com musicais e quase deixei de assistir o filme por causa da sinopse. Mas valeu a pena sofrer no calor escaldante pra chegar à Casa de Cultura e passar bons 132 minutos vendo a cara bonita do moçoilo Jim Sturgess e cantando Beatles.

     

O RUIM:

A Christina Ricci tá gostosona, mas o Justin Timberlake não me convence de modo algum. Péssimo enredo, péssimo fim. Odiei. Não merece mais palavras que isto!

O MERDA:

Eu ainda achei que pudessem fazer um filme sobre temperos e o romantismo dos aromas, gostos e especiarias melhor do que o grego / turco Tempero da Vida. Impossível. Inclusive, tem uma cópia MUITO MAL FEITA, que mistura os piores clichês hollywoodianos com a tosquice bollywoodiana. Ho-rro-ro-so. Podem me xingar, já dava pra ver pela capa que era uma BELA BOSTA!

19 October, 2007

crise de abstinência

Eu PRECISO ir ao cinema. Tenho assistido aos últimos lançamentos debaixo das cobertas, em casa, nos notebooks da vida. Mas nada melhor do que o cheirinho de pipoca (mesmo não gostando de pipoca!), a expectativa do começo do filme, o escurinho engraçado, a telona. Pareço uma criança.

E mais do que isso! Eu PRECISOOOOOOOO ver este filme aí:

Nesta sexta-feira ele estréia na Mostra de São Paulo, mas não vi previsão de entrada nos cinemas de Porto Alegre. "Sonhando Acordado" é o mais novo filme de Michel Gondry (o mesmo diretor de Brilho Eterno de uma mente sem lembranças - grande filme) e traz o belíssimo Gael Garcia Bernal, numa história que é uma bonita "viagem": os personagens principais, Stéphane e Stephanie (um casal), vivem uma história cheia de sonhos e brincadeiras, quase infantil. Ele faz tudo pra conquistá-la, cria os mais diversos presentes (até uma máquina do tempo), o que deve ser engraçado e bo-ni-ti-nho.

Ai, ai. Fase de merda.

Enquanto "Sonhando acordado" não chega, quem quiser me acompanhar em, "Amantes Constantes" (com o amor da minha vida, Louis Garrel), tem sessão na Casa de Cultura amanhã, 14h40.

1 August, 2007

Ratos, boa comida e narigões

Graças aos convites vips da super-queb Elis, pude assistir Ratatouille e comprovar o que muitos de meu círculo social já haviam adiantado: ótimo filme. Posso parecer redundante ou até desprovida de embasamento crítico pra cinema, mas este, assim como Não por acaso, é um dos melhores filmes do ano. Dentre os últimos longas de animação que assisti, Ratatouille só perde pra Madagascar, mas sai na frente de O bicho vai pegar, Carros e Robôs. Ainda não vi Shrek III nem Deu a louca na Chapeuzinho pra fazer qualquer comparação com estes.

Mas eu, que sou fã da cozinha e ainda mais de desenho animado, me derreti em sorrisos durante o filme. Não por ser exageradamente engraçado, mas pelo estigma e perfil de cada pesonagem, que mesmo sendo igual ao de qualquer filmeco de final feliz (o mocinho/herói, o vilão, o idiota, a musa…), explora características interessantes e debochadas:

- o ratinho modesto que sabe ler e sonha em conquistar o mundo com seu olfato e paladar apurado, cuja família é composta por um pai sabe-tudo e um irmão gordo e boboca (divertido!).

- o mangolão sardento e magricela, de pernas tortas e allstar vermelho, que veio ao mundo sem talento e, mesmo assim, conquista as menininhas

- o chef de cozinha nanico e asqueroso, com cara de mexicano e prepotência de sobra, que pretende destruir a vida e os planos do pobre mangolão;

- o crítico de gastronomia à moda Clodovil (mais elegante e menos enviadado), blasé ao extremo: olhar de desprezo, óculos de leitura caídos sobre o saliente nariz, paletó de ombreiras largas, calças justíssimas.

- a chef de cozinha corpão-violão e cabelo chanel, que na verdade é uma dessas modernetes solteironas que dirigem motos gigantes e usam roupas de motociclismo (blé!)

 

O engraçado é que existe um detalhe muito latente e empregado em todos os personagens: o ENORME NARIZ. Nunca vi tanto personagem narigudo num mesmo desenho. Jésus! Talvez porque o filme se passe na França, fale de gastronomia, que lembra pessoas chiques e ricas, que lembra pessoas de nariz grande. Sim, porque a grande maioria das pessoas chiques e ricas têm nariz grande… Talvez até usem a elegância e o bem-vestir para enganar o tamanho do "naso".  Mas se fosse pra fazer um filme de gente nariguda, melhor seria escolher a Itália como cenário.

Bom, mas o fato é que isso "incomodou" o meu olhar a todo instante. Acho que a indústria de filmes de animação tá saindo de um padrão "princesas e príncipes da Disney" pra personagens menos esteriotipados, com traços menos delicados e mais reais (quanto a figuras humanas). Tenho adorado isso. Se bem que imitar a realidade não é foco dos filmes de animação. Melhor que continuemos fantasiando ratos mestre-cuca, princesas-ogras com arrotos ferozes, esquilos malucos e que, após um dia conturbado no trabalho, se possa sentar numa sala de cinema e se entreter, de verdade.

E se alguém souber o porquê dos narigões, me avise.

23 July, 2007

e viva o cinema brasileiro

não por acaso caminhei pelo centro na manhã de sábado e não encontrei nada do que precisava. não por acaso, a viagem que sairia no sábado saiu na sexta e eu perdi a carona. não por acaso esqueci a carteira, o casaco, o guarda-chuva. gastei uma grana por um almoço frio, paguei 8 reais por uma sessão de cinema na casa de cultura e, não por acaso, tive um final feliz: assisti a um dos melhores filmes do ano.

14 February, 2007

haja saco

Ontem assisti "A Rainha". O plano inicial era ver "Pecados Íntimos", mas não sei porque diabos resolvi mudar de idéia.

Esse é um daqueles filmes que faz as pessoas se mexerem de 15 em 15 segundos, na tentativa de acomodar seus traseiros e se sentirem um pouco mais confortáveis. Chato talvez seja a melhor palavra para definí-lo.

Obviamente, a fotografia é maravilhosa e alguns detalhes realmente merecem destaque: a cara patética do ator que faz o papel de Tony Blair, a completa falta de elegância e de cérebro de sua suposta esposa e a desordem na casa do casal. Além disso, os produtores de elenco conseguiram encontrar um Príncipe Charles que é a cara do Bush, e pensar no Bush usando kilt é engraçado.

No fim das contas, o filme se propõe a retratar a rainha de uma forma mais humana e limpar sua barra, mostrando que ela é digna do poder que tem (e tentanto assegurá-lo, claramente). Uma puxação de saco que não merecia dois Globos de Ouro.






















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